Guerra ao plástico

Hoje travamos uma guerra que parece invisível para muita gente. Uma guerra
contra um inimigo que nós mesmos criamos e que teimamos em alimentar.

O plástico pode parecer inofensivo, um produto que está entre nós o tempo todo,
inclusive, enquanto você lê esse texto, o plástico o rodeia de alguma forma. Por isso, ele é um dos maiores desafios ambientais no momento presente, segundo a ONU e outros órgãos internacionais importantes.

Sua durabilidade e flexibilidade de possibilidades é algo que parece encantador.
Está presente desde as embalagens de comida até os celulares e computadores que
usamos. Mas, suas próprias características é o que fazem com que o plástico se torne o vilão das próximas décadas. De acordo com estimativas, até 2050 ele pode acabarcom a vida marinha.

Impactos do plástico no meio ambiente

Desde sua produção o plástico já impacta o meio ambiente, pois é derivado do
petróleo. A extração da matéria prima envolve práticas poluidoras, como, por exemplo, a própria exploração para a busca do petróleo, o consumo de água e energia para extração, despejo de líquidos depois da retirada, liberação de gases que aumentam o efeito estufa, além dos inúmeros vazamentos noticiados, que criam grandes estragos ambientais.

Outro impacto do plástico é seu transporte e consumo. Para se ter uma ideia,
muito do que não é consumido pela população vai para o lixo, além do que já se é
consumido. Isso nos leva para uma das práticas que agravam a guerra, o descarte
irresponsável de plástico.

O material, por ser a prova de fungos e bactérias, pode demorar mais de 400
anos para se decompor naturalmente. Somando isso ao descarte irresponsável, por parte
da população e dos produtores, o plástico que produzimos irá nos sufocar em pouco
tempo.

Grande parte do plástico vai parar nos oceanos. Ali, os animais consomem o material o confundindo com alimentos, ainda mais quando o plástico se quebra em pequenos pedaços, os chamados microplásticos.  Além disso, aves que se alimentam no mar não conseguem mergulhar muito fundo, principalmente pela crosta de lixo nas águas. Sendo assim, ou se alimentam do plástico, ou acabam não se alimentando de nada — também por parte de suas presas serem vítimas do lixo. Isso acarreta o problema de descontrole da população, já que os filhotes podem ser alimentados com o produto tóxico ou não serem alimentados de forma alguma.

Com isso, o sistema reprodutivo das espécies fica comprometido, o que pode acarretar sua rápida extinção. Esse plástico volta para o ser humano, seja pelo processo da cadeia alimentar, já que nos alimentamos muitas vezes de animais que tiveram contato com o plástico, ou por outras formas, como a chuva ou até mesmo da produção do sal.

Já foi comprovado que a água de consumo também possui partículas de
microplástico. O impacto no organismo humano ainda é desconhecido, mas se tem a suspeita de que pode acarretar doenças graves, como o câncer.

Outro impacto, dessa vez urbano, é que o plástico jogado de forma irregular
pode ir parar em bueiros, o que os entope gerando enchentes. Essas enchentes levam à falta de abrigo de famílias inteiras e mortes, além de doenças que vem com a água do esgoto.

Aterros não são a solução

Os aterros, muitas vezes clandestinos, acabam por piorar a situação do plástico.

Eles contribuem pela contaminação da água dos lençóis freáticos e do solo, que se torna infértil. O lixo ainda libera gases que acabam afetando ainda mais o efeito estufa, além de, pela aglomeração de resíduos, trazer doenças e pragas.

Atualmente, a Política Nacional de Resíduos Sólidos tem como objetivo fazer
com que as empresas diminuam os desperdício e visem o reaproveitamento daquilo que
é desperdiçado, diminuindo assim o número de aterros.

Nossa arma é a reciclagem

Existem três tipos de reciclagem. A primeira é a mecânica, onde o plástico, tanto oriundo da indústria quanto da coleta seletiva, é separado de forma manual, triturado e então usado para a criação de outros materiais, como mangueiras, pisos e novas embalagens.

O segundo tipo é a química, onde o plástico é transformado, reprocessado e vira matéria-prima para criar outros tipos de produtos. Diferente da mecânica, esse processo tem uma tolerância maior quanto ao que pode ou não ser reciclado. Porém, a reciclagem química é algo muito caro, que demanda uma quantidade muito grande de plástico para ser economicamente possível. Agora uma terceira forma, que vem se mostrando uma excelente arma contra o combate ao plástico, é a reciclagem energética.

Nesse processo, o lixo plástico é transformado em energia por meio da sua
queima. Antes que você pense que esse processo é algo que impacta o meio-ambiente, esse método é totalmente limpo. Os gases liberados são aproveitados ao máximo e filtrados por diversas tecnologias, bem como os outros resíduos provenientes da queima, como as cinzas, que podem ser utilizadas em outras áreas, como a criação de tijolos.

O plástico tem muito poder calorífico, ou seja, uma grande capacidade de gerar energia, podendo um quilo do material substituir um litro de óleo diesel. Além disso, são utilizados plásticos presentes no cotidiano, como as temíveis sacolas plásticas, ou lixos que não possam ser utilizados por nenhum dos dois processos de reciclagem anteriores.

Mais uma vantagem desse tipo de tratamento, é que as usinas especializadas na reciclagem energética podem ser construídas perto de centros urbanos, o que diminui o impacto de transporte e o problema dos aterros sanitários.
No mundo, mais de trinta países já possuem esse sistema em larga escala, sendo um dos destaques a Alemanha, que conseguiu abolir os aterros sanitários com essa medida de reciclagem.

Podemos lutar contra

A guerra contra os plásticos ainda não está perdida. Como vimos a reciclagem pode ser uma arma poderosa contra esse mal que nós mesmo criamos. Além disso, podemos ter mais consciência de nosso papel no consumo e no descarte de plástico.

Aqui, a BrasilEcoEnergy busca fazer sua parte através de seus diversos projetos,
para então diminuir o impacto e vencer essa guerra.

Imagens

Foto por meineresterampe em Pixabay

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